Em branco, a folha e a mente.
Vazio, tão vazio este quarto e esta noite sem estrelas, sem luar, cheia de
não-sentimentos.
Que vida esta, que existência
supérflua. Tal falta de discernimento das pargas que haviam de tecer tão
contorcido destino.
Surpreendo-me a contemplar este
vazio, a tentar ler o livro em branco, Vazio. Oh poeta morto, nem em ti vejo
conforto, talvez visse algum no teu ópio, como tu. Podia então
despersonalizar-me, ser outra, viver uma outra vida, quem sabe essa outra faria
mais sentido.
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