segunda-feira, 7 de julho de 2014

começando por aqui...

Em branco, a folha e a mente. Vazio, tão vazio este quarto e esta noite sem estrelas, sem luar, cheia de não-sentimentos.
Que vida esta, que existência supérflua. Tal falta de discernimento das pargas que haviam de tecer tão contorcido destino.
Surpreendo-me a contemplar este vazio, a tentar ler o livro em branco, Vazio. Oh poeta morto, nem em ti vejo conforto, talvez visse algum no teu ópio, como tu. Podia então despersonalizar-me, ser outra, viver uma outra vida, quem sabe essa outra faria mais sentido.

Sem comentários:

Enviar um comentário