![]() |
| from |
Páginas em branco
Aqui, na noite escura, deixo a minha alma fluir
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
happy ending
![]() |
| from |
This is the way you left me, I'm not pretending, no hope, no love, no glory, no Happy Ending.
This is the hardest story that I have ever told, no hope, no love, or glory. Happy Ending's gone forever more.
I feel as if I'm waisting, and I've wated every day.
Mika
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Vitória
Mais um dia na vida da Vitória, aquela menina do totós na
cabeça, dos pés descalços e dos olhos pregados no céu. Aquela menina cheia de
esperança e de sonhos. A menina que queria ser bailarina, a menina que queria
conduzir carros à velocidade do vento, nadar com os golfinhos e dormir sob as
estrelas.
Bem, a Vitória cresceu, perdeu os totós e calçou as pesadas
botas da desilusão, a Vitória já não é uma menina… mas também não se sente
mulher. A Vitória viu muitos dos seus sonhos transformados em pesadelos, ela já
não ri com a mesma vontade, e, pior, já não chora com a mesma facilidade.
É mais um dia vivido entre as vitórias da Vitória e as
derrotas da Vitória, é mais um dia da menina mulher que ainda quer dançar à
chuva e enterrar os pés na lama. Porque sempre que a mulher desespera, a menina
toma conta da história que ainda está por escrever e escreve mais uma aventura
para a mulher viver.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
entorpecida
Mares e marés, luas, luares. Vida, uma vida tão curta para compreender tão vasto infinito.
Contornando as esquinas de uma rua qualquer, tenho um vislumbre de realidade, um sopro de natureza, uma pequena flor lutando pela sua existência entre o asfalto rachado de uma humanidade perdida. E eu, aqui entorpecida, batida já pelo rio de sensações perdidas no decorrer de uma vida fundamentalmente supérflua.
Caminhos da minha existência recalcados de pedras, pelas dolorosas quedas provocados pelo apogeu de uma felicidade demasiado efémera.
Momentos, momentos de lucidez extrema. Respiração lenta e dolorida deste ser humano repleto de cicatrizes de todos os tipos. Mapas de uma vida meio louca de masoquismo inconsciente.
Faço agora uma tentativa de reflexão, procuro uma clareza que me conforte. Tudo o que me ocorre é este entorpecimento inequívoco, a temperatura morna de um corpo outrora demasiado quente que, lentamente, deixa escapar o seu calor para esta vida frígida.
E agora, que será de ti ser dormente, entre as euforias de um passado distante e a dor de um passado demasiado recente? Que sentirás a seguir?
À espera de alguma coisa, coisa essa que não sei qual é, aqui me encontro, sentada neste vácuo desconexo.
Um dia, no meio de um asfalto asfixiante, hei de florescer novamente.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
ali sim, como se de vida se tratasse
Tinha já passado
horas a percorrer caminhos que desconhecia e tão pouco sabia onde iam levar, já
cansada e desiludida com a falta de certezas, encontrei uma casa abandonada.
A tinta rosa
estava já desgastada e caia aos poucos das paredes deixando-as desnudas,
desprotegidas. As suas portas feitas de
uma madeira maciça haviam, outrora, sido cobertas por um brilhante verniz
escuro. Ainda havia vestígios dos tempos em que as portas e janelas davam
passagem aos habitantes daquele ninho de vida. Sim, aquela casa abandonada
atraiu-me, com o seu ar tão fatalmente acolhedor.
Sentei-me no beiral da porta da frente, acendi
o meu ultimo cigarro e imagens das pessoas que já deixaram ali um pedacinho de
vida assaltaram-me. Os amantes que se haviam despedido saudosamente ali, a
eternamente dedicada esposa que teria já esperado inúmeras vezes o seu marido
naquele local, com o sorriso habitual de quem já se conformou que aquela seria
a sua vida para todo o sempre…
Fui, então,
assaltada por uma imensa vontade de viver ali, naquela casa velha e agredida
pelo passar inexorável do tempo. Quis sentar-me no terraço no final de todos os
meus dias a ler o meu livro do momento, a fumar, mais uma vez, o meu ultimo
cigarro, quis ouvir a chaleira no seu frenesim, sentir o cheiro a mim naquelas
paredes cansadas, sentir a brisa e ver o sol fugir no horizonte. Enfim, aquele
lugar pareceu-me perfeito para mim.
Num rasgo de
lucidez, lembrei-me que já era tarde, tinha de voltar para casa. Tentei então
levantar-me para sair dali mas fui incapaz, estava pregada àquele chão, não
queria mais sair dali.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
hoje
É mais um dia, talvez um dia como todos os outros. Mas tudo parece diferente, as forças parecem ter-me abandonado, a vontade, do que quer que seja, parece ter-me escapado entre os dedos, sem qualquer intenção de regressar.
Todos os dias são uma luta para permanecer fiel a mim mesma, mas há dias, como hoje, nos quais perco noção do que isso significa. Devo manter-me fiel a quê? A quem? Quem sou eu, quem fui eu, quem quero eu ser?
É tão fácil perder-me no meio de histórias mal resolvidas, sentimentos frustrados, pensamentos vazios. A minha mente vagueia entre a carência de afecto que me preenche o espírito, o calor do meu corpo que se sente incompleto e a minha necessidade de valorizar o meu eu, esse tal que eu já desconheço.
É nestes dias que me fecho em mim, à procura de respostas, à espera de um amanhã mais claro, suplicando à vida que não deixe que eu me perca no meu íntimo desolado.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
assim seria perfeito
Tu devias estar com…
Devias estar com aquela pessoa
que te faz rir e chorar, praticamente pelos mesmos motivos. Devias estar com
aquela pessoa que, sem tu saberes como nem porquê, te faz querer passar o resto
da tua vida a seu lado, com toda a sua luz e faces escuras, ocultas.
Independentemente da forma como
os teus dias passam, a sorrir ou a querer morrer, tu queres a sua presença, por
muito que, por vezes, só o pensamento do seu rosto, te dê vontade de estilhaçar
toda a loiça que tens pacificamente repousada nos armários, só porque te
enraivece a forma como ela te baralha os sentimentos e te entorpece o
raciocínio.
Ser capaz de amar, especialmente
desta forma, é algo incrivelmente poderoso, leva-te à montanha russa dos
sentimentos, faz-te viajar da felicidade à mais intensa revolta em segundos de
pura loucura, faz-te chegar ao topo do mundo, só para depois descer
vertiginosamente para o mais profundo dos vales.
No final das contas, vale mesmo a
pena? Valerá a pena ir aos infernos porque sentiste o sabor dos teus cinco
minutos no céu? Bem, poderemos nós ser livres, digo, realmente livres, vivendo
uma vida na tentativa de controlar aquilo que faz de nós selvagens,
imprevisíveis, deliciosos e entorpecidos seres humanos?
Se a chuva cai, se os rios correm
para o mar, se o vento sopra, apenas porque assim é. É assim que funciona, as
coisas encaixam, elas acontecem porque a natureza é a mais perfeita das
máquinas, ela funciona como tem de funcionar. Se tu, ai embrulhado nesses
lençóis, sentes a mais perfeita harmonia só por sentir um cheiro, um toque, um
bater de coração, quem és tu para dizer à natureza como funcionar? Os rios
correm para o mar, e tu corres para a pessoa que te faz sentir tudo isto, é
assim que tem de ser, e é assim que vai ser, não importa o quanto lutes ou
esperneies. Porque o Amor é a força mais poderosa da natureza.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

