Mais um dia na vida da Vitória, aquela menina do totós na
cabeça, dos pés descalços e dos olhos pregados no céu. Aquela menina cheia de
esperança e de sonhos. A menina que queria ser bailarina, a menina que queria
conduzir carros à velocidade do vento, nadar com os golfinhos e dormir sob as
estrelas.
Bem, a Vitória cresceu, perdeu os totós e calçou as pesadas
botas da desilusão, a Vitória já não é uma menina… mas também não se sente
mulher. A Vitória viu muitos dos seus sonhos transformados em pesadelos, ela já
não ri com a mesma vontade, e, pior, já não chora com a mesma facilidade.
É mais um dia vivido entre as vitórias da Vitória e as
derrotas da Vitória, é mais um dia da menina mulher que ainda quer dançar à
chuva e enterrar os pés na lama. Porque sempre que a mulher desespera, a menina
toma conta da história que ainda está por escrever e escreve mais uma aventura
para a mulher viver.
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